quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Antónimo da Palavra Notícia.

Confesso que à parte do programa dos esquilos ou ratos ou raposas que passa na televisão à hora de almoço não vejo muita televisão. Também não compro jornais, revistas e não uso a internet, pelo que ando completamente desinformado.
No nosso país, à semelhança de muitos outros estamos sempre à espera de um palhaço que nos cative a atenção e que com um pouco de sorte nos faça rir também. É pena, se eu visse televisão, lesse jornais e usasse a internet como qualquer português informado faz andaria sempre bem disposto com as palhaçadas que nos fazem, e com a figura de palhaços que ficamos a olhar para tanta palhaçada.
Sim estou chateado!
Gostava que os senhores da informação nos informassem sobre como exercer os nossos direitos, isto é, se o meu amigo Português está chateado com algo, porque não informar sobre as melhores medidas a tomar. Esta gente que tem o PODER, e nem me refiro aos políticos, porque esses são manipulados pela agência noticiadora em vigor, ou a tentam manipular. Refiro-me aos senhores que constroem notícia atrás de noticia para nos manter sempre informados.
Sim estou chateado!
Se eu lesse jornais, visse os telejornais e usasse a internet andava mais informadinho e podia comentar o que se passa por cá.
No tempo em que eu via televisão sabia muita coisa, por exemplo:
- Antes haviam galinhas com constipação, engripadas, a espirrar tanto que lhes saltavam as penas e punham 3 ovos de uma vez, um cru, um cozido e outro estrelado. Agora já não há galinhas dessas podem comer frango à vontade!
- Mais tarde veio uma peste suina qualquer, diziam que veio de África. Deve ter vindo de Espanha, é de lá que vêm as coisas más, dizem os antigos. Isso já passou, fiquem tranquilos!
- Depois, uma coisa qualquer que fazia as vacas ficarem loucas, encefalopatia espongiforme, nome complicado para a loucura..., também já não há disso, força, ataquem nos bitoques!
- Acho que também foi falado na coisa das vacas mas nas ovelhinhas, Paraplexia Enzoótica dos Ovinos SCRAPIE. Esta aqui acho que transformava a lã em poliester, o que no verão é desconfortável para as ovelhas já que faz muita estática e estão sempre a apanhar choques electricos.
- Falou-se da Casa Pia e das coisas em que alguns senhores se envolveram, pois, mas afinal deve ser um mal entendido, porque o resultado é o que não se vê. 
- Também se falou no preço do barril de crude, e na sua influência no valor que pagamos na bomba de gasolina, tranquilos, os combustíveis estão mais baratos que nunca, diz-se que até os Espanhois vêm a encher o carro a Portugal, já tinham reparado na quantidade de carros espanhois a circular em Portugal, confessem!
- E Gripe A o que se falou de gripe A!!! Atchim, porreiro! esta agora.
- Há bem pouco tempo, soube que veio cá o Sr. Papa Bento XVI, e que de surra nos aumentaram os impostos e aprovaram um novo casamento para pessoas que ainda não se podiam casar. Boa, vêm lá as noivas de Sto. António, espero que não tenham que mudar o nome do acontecimento.
- Até fiquei a saber que um vulcão de nome impronunciável fez parar os aviões! Houve gente a ter que recorrer aos comboios, e dizem que ainda não é possível viajar no tempo...

Têm sido muitas as noticias da moda, muito se tem falado de coisas más, de professoras marotas que se despem, de alunas que quase dão uma surra à professora porque esta retirou o telemóvel, etc... etc..

E nós cá vamos engolindo o que estes linguarudos nos enfiam pela traqueia intelectual sem mastigar sequer, se andamos mais informados que nunca, também é verdade que nunca fomos tão desinformados pelas nóticias, desculpem dizer que as noticias nos desinformam, mas não conheço o oposto/antónimo da palavra noticia.
Com tanta informação desinformadora, começo a achar que andar desinformado é estar informado.
Continuo chateado, não liguem, nem fiquem a pensar no que escrevi.

terça-feira, 11 de maio de 2010

OK TELESEGURO - FALA A EMEL

Ok Teleseguro fala a Marta!

Quem não se lembra desta deixa!


Ontem fazia umas entregas ali para os lados S. Sebastião da Pedreira, perto do El Corte Inglês, e reparei que naquela rua havia algo de diferente, o Sr. fiscal da Emel que lá andava a passar papelitos aos condutores que se esqueceram de deixar moedas no parquimetro andava com um visual diferente do usual.
Tshirt da OKTELESEGURO, será que a Emel está a fazer descontos aos clientes da seguradora e vice versa?
Recordo quando comecei a ver o árbitros no futebol com publicidade de uma imobiliária, e achei aquilo estranho, mas como a figura árbitro é muitas vezes uma triste figura e eu nem gosto de futebol, não me ralei, seja como for é estranho ver uma autoridade a fazer publicidade.
Agora vejo estes senhores que até têm autoridade para nos multar e trabalham numa empresa pública a envergar a insignia de uma marca de seguros, mas que raio? Isto é normal?

Da próxima vez que for para a estrada vou ver se já há alguma marca a patrocinar a GNR, uma marca de vinhos seria adequada? e os nossos deputados e ministros que bem ficariam com T Shirts a publicitar conservas de atum? as conservas portuguesas são muito afamadas. Nos serviços das finanças ficariam bem umas T Shirts com uma marca de antidepressivos. Nos hospitais, médicos e enfermeiros com marcas de tabaco, porque não?
Ai se isto pega!

Na fotografia não dá para ver que o manequim tem vestida uma T Shirt da OK TELESEGURO, mas confiem em mim eu ainda vejo bem, o leite com gaz faz arrotar, não faz alucinar!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O Ti José Antunes do Sesminho.

Quando eu era pequenino, tinha para ai uns 4 ou 5 anos, morava numa aldeia chamada Sesminho.
O Sesminho, para quem não sabe,  fica entre o Sesmo e a Mó, que por sua vez fica ali perto do Alvito.
Agora que o meu amigo leitor já sabe onde eu andei na minha infância já pode saber mais coisas.
No Sesminho haviam algumas pessoas, poucas pessoas, e todas deviam de ser familiares porque tinham todas nomes parecidos:
O Ti João Amoroso;
A Ti Madalena:
O Ti João Augusto;
O Ti João dos Lameiros;
A  Ti Patrocinia;
A Ti Isilda;
Os meus avós que agora estão em Castelo Branco numa casa arrendada, e ainda não aprendi a lidar com isso, os meus avós sempre foram da aldeia, e isso fazia todo o sentido, sei que agora estão mais perto da civilização mas eu gostava de sentir que tinha uma terrinha.Uma terrinha onde aprendi a andar, onde destruí alguns presentes de Natal, onde perdi um carrinho lá no muro de xisto à beira da estrada, onde os meus pais foram falados porque compraram uma televisão a preto e branco que funcionava a bateria quando as televisões ainda não faziam sentido.
E havia também o Ti José Antunes.
O Ti José Antunes era um homem solitário, com muitas estórias para contar, que sabia sempre tudo o que acontecia e ia acontecer porque lia O Seringador, que tinha muita caixinha de fosforo com imagens bonitas, a sua casa tinha um pavimento, isto é não tinha pavimento, era um barro polido, brilhante que se podia varrer.
Não sei se o Ti José Antunes era casado ou solteiro, ou mesmo viúvo, ou se tinha família.
Ele fazia parte do Sesminho, iamos com ele pelas levadas acima, com as sandálias de borracha azul translucida a escorregar a chapinhar na água, levadas acima até às represas.
Lá em cima perto das represas haviam as melhores tangerinas que provei, daquelas que a casca apesar de ainda ter nuances de verde têm todo o sabor que o Ti Belmiro de Azevedo e o Ti Jerónimo Martins nunca nos conseguirão proporcionar nos seus bonitos escaparates de fruta sensaborona.
O Ti José Antunes já não está entre nós, até a casa dele já foi adquirida por alguém que a começou a recuperar e que não acabou por alguma razão.
Todos os outros Tis já se foram embora ou para casa dos filhos, cá para Lisboa, neste caso Lisboa pode ser Cacém, Laranjeiro ou qualquer outra Lisboa, outros Tis já partiram para sempre... como o Ti José Antunes.
Essa coisa das pessoas envelhecerem e irem embora é muito complicada, não lido bem com isso
Custa-me ver as aldeias vazias e as cidades cheias de pessoas chateadas porque as aldeias estão vazias e as cidades a abarrotar...
Este fim de semana vou ver os meus avós, já tenho saudades dos meus avós.
A casa do Ti José Antunes é a que sem telhado está à esquerda do poste de electricidade no canto inferior direito da imagem. 

quarta-feira, 21 de abril de 2010

To bem não te preocupes...

Costumo almoçar à pressa, para isso tenho que sair da loja, ir para casa e cozinhar à pressa.
Depois almoço à pressa enquanto vejo uma série britânica com uns esquilos tipo fantoche, acho que não são ratos, devem ser esquilos, se não forem paciência. Bang! bang!
Mas devo andar a ver o canal errado, porque enquanto almoçava, sem saber de nada o mundo acabava perto de mim!
Pois claro o mundo está a começar a acabar! Mas eu não sei dessas coisas ando cheio de pressas...
A minha mãe ligou-me enquanto almoçava, preocupada, como só as mães se sabem preocupar com os filhos.
- Filho, está tudo bem?
- Não!, tudo bem não existe...
- Lá estás tu com essa conversa.
- Pois tudo bem não existe mesmo, estou apenas Ótimo (ZMA)
- Então não ouviste na televisão o que aconteceu em Lisboa?
- O quê?
- O tornado...
- Qual tornado?
- Houve um tornado em Lisboa e está tudo a ir pelos ares..
- Bolas, passei a tarde em Lisboa e não dei por nada, para mim aquilo era muita chuva.
Lá terminei o meu almoço à pressa, enquanto algures em Lisboa o mundo tentou acabar no dia antes...

Isto é de família. É coisa crónica e hereditária.

Já o meu pai também consegue almoçar enquanto o mundo é tomado de assalto por delinquentes que assaltam joalharias, dão tiros e se barricam em Castelo Branco e ele fica a saber porque a irmã lhe liga preocupada de Sintra para Castelo Branco a perguntar pelo caos.
- Está lá Acácio, estas bem?
- Estou mana.
- Então não sabes dos tiros, bla, bla, bla...
- Quais tiros?, bla, bla, bla...

Não sei se o meu pai também vê a serie dos esquilos, espero que não sejam ratos disfarçados de esquilos..., mas também anda mal informado sobre o caos que vai neste mundo.

Este post está fora do assunto da moda, agora só se fala das cinzas vulcânicas, espero que os Islandeses saibam o que se passa na Islândia, espero que não andem distraídos a ver a tal serie britânica dos esquilos.
Vou terminar a escrita e ligar para lá a perguntar se já sabem o que se passa..

Está tudo bem não se preocupem.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O Sol radiante e os ovos surpresa...

Este ano tenho estado mais atento ao mundo, ou então estou apenas menos distraído...

Um destes fins de semana passados, quando fiz um passeio de BTT com um grupo de amigos lá para terras do Rei Wamba...
Já disse que nesse fim de semana estava um sol radiante? 
Esse sol iluminou todo o dia com um brilho e calor fantásticos. A chover não tinha sido tão bom, aposto que nem estava aqui a escrever esta coisa (não me atrevo a chamar história, porque se calhar é uma estória...).
Avançando.
Lá andávamos uns 700 vestidos de calção e jersey de licra para desfrutarmos de um belo passeio cheio de sol! Que sol fantástico, daqueles que no deserto permitem estrelar ovos na chapa. É verdade, conta-se que na segunda guerra mundial e noutras incursões militares nos desertos do nosso planeta cozinhavam os ovos na chapa dos blindados, aquilo devia ser uma maçada cozinhar debaixo de fogo inimigo.
Mas com um sol radiante e quente algumas coisas importam menos, muito menos.
Hoje estou a divagar muito.
Mas agora que penso nisto, se eles cozinhavam os ovos na chapa dos blindados onde guardavam os ovos com aquele calor todo? Teriam já frigoríficos nos seus veículos ou andavam com as galinhas vivas atrás para terem sempre os ovos frescos?
De uma forma ou de outra hoje não seria permitido cozinhar na chapa do blindado, não é seguro em termos de segurança alimentar. Acho eu...
De qualquer forma e considerando que o cenário de guerra não é lugar para galinhas assustadas(!), e que no meio do século passado não me parece provável haver frigorificos nos blindados, se terá assim inventado o ovo surpresa.
Por cá ainda hoje se usa a mesma técnica para colocar surpresas dentro dos ovos.
Um amigo meu disse: Oh Pah! vê lá o que andas a dizer sobre o que vês, que todos temos telhados de vidro..
Pois...
Detrás de uma janela de vidro da cozinha de um restaurante lá estavam  umas quantas dúzias de potenciais ovos surpresa.
Enviei email para a empresa que gere a instalação hoteleira, e este fim de semana vou lá almoçar a uma festa de aniversário.
Já tentei pensar em todas as razões que levaram a colocar os ovos naquele sitio e só me ocorre uma: a empresa que faz as embalagens imprime os dizeres do lado que fica virado para a janela e assim ninguém sabe onde guardar aquilo.
Se soubesse quem produz as embalagens reclamava com eles!!

terça-feira, 30 de março de 2010

Os meus sonhos.

Este ano tenho muitos objectivos.

Quero ir a Paris, quero voltar a festejar o meu aniversário de casamento com uma escapadinha, quero consolidar o projecto Oficina do paladar, quero que os negócios me compensem o tempo e energia que lhes dedico, quero estar com os meus amigos, quero descobrir novos amigos e voltar a encontrar o antigos, quero comprar uma bicicleta nova, que esta que tenho pesa mais de 12kg e isso nos tempos que correm já não faz sentido, agora quero uma de fibra de carbono que é um material exotico e requintado.

A que tenho ainda está muito boa, mas já não me enche o ego. Mas como está “Ótima” apesar de os anos lhe terem passado pelas rodas e acima de tudo pela suspensão vou passá-la à Sónia, gostava que ela descobrisse o prazer que se pode tirar de um passeio de bicicleta ao domingo de manhã. Quero passear com ela este ano na Arrábida e sentir o cheiro dos eucaliptos no caminho para o parque de merendas da Comenda, quero que ela descubra como o cansaço de um passeio de bicicleta nos faz sentir vivos.

Quero uma bike de carbono que pese apenas 11kg, mas não a posso ter ainda, vou ter que continuar a usar a velha, sinto-me como o Joãozinho ou a Mariana quando desejam de ter algo novo para brincar mas não podem, vou ter que continuar a brincar com os brinquedos velhos.

Quero uma bicicleta nova. E quero muitas outras coisas.

Hoje quando namorava a minha futura bike de 11kg deparei com a imagem que vos mostro, e pergunto-me se faz sentido querer tanta coisa, quando outros procuram no lixo de hoje que ontem foi o nosso luxo algo para o seu dia a dia.

Já não sei o que quero para este ano.

sábado, 13 de março de 2010

No meu país constroem-se viadutos (pontes) que levam a LADO NENHUM


Sabe aqueles dias que estamos em casa e apetece ir a lado nenhum?

O viaduto está construído há uns anos ali para os lados de Corroios, no concelho do Seixal. Fica situado no final de um troço da variante que se espera para a estrada Nacional 10.
Felizmente estão logo ao lado os Moinhos de Maré do Miratejo, que são um dos locais interessantes a visitar no concelho do Seixal, de outra forma já alguém teria reparado que o viaduto leva a LADO NENHUM.

Agora já não tem desculpa para ficar em casa aborrecido...