Estamos em tempo de crise. Se o dizem, e se todos achamos que sim deve ser verdade, a crise está aí e ao que parece veio para ficar!
Eu lá em casa já coloquei mais um prato na mesa para a crise vir jantar connosco quando quiser, provavelmente, iremos servir umas salsichas fritas acompanhadas com ovo estrelado e batata frita, um copo de água e nada de sobremesa, vamos jantar à luz de vela para poupar na factura da electricidade, e um guardanapo terá de dar para três, há que poupar se queremos ter visitas destas em casa.
Nestas alturas de maior aperto financeiro, que todos de uma forma ou de outra sentimos, mesmo que o nosso salário seja o mesmo e alguns dos nossos custos fixos sejam inferiores, há quem já opte por vender as suas jóias que estão sem uso lá por casa.
Nós, lá por casa ainda não o fizemos, mas como já percebi que isto da venda de jóias usadas é uma boa estratégia para realizar algum dinheiro, estou a pensar investir umas poupanças que tenho, comprando algumas peças na ourivesaria lá em baixo no largo da farmácia que depois vou vender usadas, devem dar um bom retorno de investimento! Tenho a certeza!
Quando eu era mais pequeno, nestas alturas de maior aperto ouvia a minha mãe dizer, vão-se os anéis ficam os dedos, ou era ao contrário? Vão-se os dedos ficam os anéis?, nahhhh, deve ser a primeira, vão-se os anéis e fica os dedos. Ou seria, vão-se os dedos ficam as mãos? Alguma delas seria! O que a minha mãe queria dizer é que nunca ficamos sem tudo.
Tenho um amigo meu, que por sua vez tem um amigo dele que tem um negócio destes que compra ouro usado, um dia estive lá uma ou duas horas e observei o tipo de pessoa que vende as tais joias usadas que andam lá por casa, deduzi varias coisas:
- As pessoas que vendem joias usadas são pessoas muito envergonhadas pelo seu actual estado de crise que os obriga a venderem peças pelas quais têm grande afecto;
- As pessoas que vendem jóias usadas como têm vergonha de as venderem, muitas vezes recorrem ao serviço de "estafetas" que frequentemente têm um aspecto parecido com o daqueles senhores que andam sempre a correr à frente da policia. Estes senhores vão a casa das pessoas buscar as jóias, fazem a venda nestes postos de recolha de ouro. Presumo que depois vão entregar o valor da venda aos antigos proprietários e recebem a sua taxa de serviço, se não for assim não sei como será...
- Reparei também que sempre que é efectuada uma compra de jóias usadas o vendedor (seja ele o antigo proprietário, ou o tal estafeta) se identifica e é efectuado um registo dos seus dados, pelo que este é um negócio 100% transparente. Venha alguém dizer o contrário!
Esta semana que passou, recordo de ter visto uma senhora na televisão, num pranto após o seu negócio de compra de jóias usadas ter recebido a visita de uns senhores que lhe levaram o stock à má fila.
Também me recordo de pontualmente ler e ver nas noticias relatos sobre o crescente numero de assaltos a moradias onde aquilo que desaparece são quase sempre as tais jóias não usadas.
Será que uma coisa tem a ver com outra?
Até me arrepio de pensar nesta possibilidade...
sábado, 15 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
Perfeito.
Para quem não sabe, 6 é um numero perfeito, porque a soma dos seus divisores positivos, excluindo o 6, é igual a ele ele mesmo, 1+2+3=6. Simples e ao mesmo tempo perfeito, não é?
Há mais números perfeitos mas o meu favorito é o 6. Os outros não são tão perfeitos...
Todos gostamos da perfeição.
Eu gosto, e muitas vezes isso faz com que os meus dias sejam menos perfeitos, o que é uma chatice!
Ontem à tarde um Bom Amigo meu disse-me que tinha reflectido sobre esta nossa ideia da perfeição, e que concluiu que o perfeito não existe, ou que perfeito só é aquele que já cometeu todos os erros. Ora, se erra, não é perfeito, mas se não erra, não sabe o que é errar, logo não sabe tudo, não é perfeito.
Eu muitas vezes digo temos o direito de errar ou de nos enganar-mos, não temos é o direito de enganar os outros, todos somos perfeitos desde que a soma das nossas imperfeições contribuam para um resultado perfeito.
Deve ser mais ou menos isto, digo eu!
Como ser perfeito deve ser algo muito caro, e com um mandato muito curto fico por aqui e admito a minha imperfeição.
Até já!
Há mais números perfeitos mas o meu favorito é o 6. Os outros não são tão perfeitos...
Todos gostamos da perfeição.
Eu gosto, e muitas vezes isso faz com que os meus dias sejam menos perfeitos, o que é uma chatice!
Ontem à tarde um Bom Amigo meu disse-me que tinha reflectido sobre esta nossa ideia da perfeição, e que concluiu que o perfeito não existe, ou que perfeito só é aquele que já cometeu todos os erros. Ora, se erra, não é perfeito, mas se não erra, não sabe o que é errar, logo não sabe tudo, não é perfeito.
Eu muitas vezes digo temos o direito de errar ou de nos enganar-mos, não temos é o direito de enganar os outros, todos somos perfeitos desde que a soma das nossas imperfeições contribuam para um resultado perfeito.
Deve ser mais ou menos isto, digo eu!
Como ser perfeito deve ser algo muito caro, e com um mandato muito curto fico por aqui e admito a minha imperfeição.
Até já!
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Tudo tem um lado bom! Use a sua imaginação!
Tudo mas mesmo tudo tem um lado bom!
É bom pensar assim, é bom pensar que cinzento é mais claro que preto.
É bom pensar que o copo está meio cheio ao invés de pensar que está meio vazio.
É bom pensar que cada vez que se fecha uma porta se abre uma janela.
É bom ser optimista!
Vem lá um novo ano no nosso calendário, e com ele um conjunto de novas situações que nos vão colocar novos desafios, para alguns será a certeza da perspectiva de um ano pior, eu apesar de não ser um optimista declarado, digo que vai ser diferente apenas.
Mas voltando ao tema deste último post de 2010. Tudo tem um lado bom, senão vejamos:
A crise está(?) aì, mas a gripe A já não está.
A carga fiscal vai aumentar. mas o défice vai(?) diminuir.
As saidas em passeio e em férias vão diminuir, o tempo de qualidade em familia vai aumentar.
Vamos andar com menos dinheiro nos bolsos, ficamos com mais espaço para as mãos.
E por aí fora...
Como eu costumo dizer, tudo bem não existe, mas tudo mal também não!
A evolução dos tempos vai-nos colocando novos desafios, retirando comodidades que antes eram dadas como adquiridas, mas nunca nos pode retirar uma coisa, a nossa identidade e felicidade.
Em 2011 seja você mesmo, pense diferente, acredite em si, olhe para as coisas de fora, seja criativo, pense por si, desfrute da vida com aqueles que ama! Aceite o desafio e vença as situações negativas com o seu positivismo.
Se o encontrar por aí, espero que esteja a sorrir!
Use a sua imaginação e vença em 2011.
Até já!
É bom pensar assim, é bom pensar que cinzento é mais claro que preto.
É bom pensar que o copo está meio cheio ao invés de pensar que está meio vazio.
É bom pensar que cada vez que se fecha uma porta se abre uma janela.
É bom ser optimista!
Vem lá um novo ano no nosso calendário, e com ele um conjunto de novas situações que nos vão colocar novos desafios, para alguns será a certeza da perspectiva de um ano pior, eu apesar de não ser um optimista declarado, digo que vai ser diferente apenas.
Mas voltando ao tema deste último post de 2010. Tudo tem um lado bom, senão vejamos:
A crise está(?) aì, mas a gripe A já não está.
A carga fiscal vai aumentar. mas o défice vai(?) diminuir.
As saidas em passeio e em férias vão diminuir, o tempo de qualidade em familia vai aumentar.
Vamos andar com menos dinheiro nos bolsos, ficamos com mais espaço para as mãos.
E por aí fora...
Como eu costumo dizer, tudo bem não existe, mas tudo mal também não!
A evolução dos tempos vai-nos colocando novos desafios, retirando comodidades que antes eram dadas como adquiridas, mas nunca nos pode retirar uma coisa, a nossa identidade e felicidade.
Em 2011 seja você mesmo, pense diferente, acredite em si, olhe para as coisas de fora, seja criativo, pense por si, desfrute da vida com aqueles que ama! Aceite o desafio e vença as situações negativas com o seu positivismo.
Se o encontrar por aí, espero que esteja a sorrir!
Use a sua imaginação e vença em 2011.
Até já!
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Vende-se
Preocupa-me um pouco que tenhamos tomado como nosso, algo que noutros paises ninguem iria querer, no nosso querido Portugal, ao contrário do que aconteceu lá fora um banco não pode ir à falência.
Já o seu povo, esse, se tiver que ficar falido para suportar brilhantes decisões como a da nacionalização de um cadáver, que se dane, podemos sempre fazer mais um furo no cinto.
Parece que o mestre das jogatanas que mandou um banco para o charco, até foi secretário de estado do actual PR, quando este era primeiro ministro, enfim, nem sei porque escrevi esta ultima linha..
Na passada semana, ouvi na rádio que nós (o Estado) estamos com dificuldade de vender o BPN, porque ninguém quer comprar, ou pelo menos ninguém quer comprar nos moldes em que o negócio foi proposto.
Pensei neste assunto, repensei e voltei a pensar, isto porque eu quero vender o banco, não quero uma coisa destas no meu património, e conclui que falta a este governo estratégia, vender um banco assim não é fácil, mas também não é impossivel!
Pesquisei em várias imobiliárias e não encontrei lá o anuncio de venda, ora quando quis vender a minha casa, foi simples, fui a duas imobiliárias que prontamente trataram do assunto, colocaram umas placas na casa que tinha a palavra VENDE-SE sobre um numero de telefone, normalmente um telemóvel, e esta formula aparentemente simples funciona.
Já passei à porta de várias agências deste (nosso) banco e não tem lá a tal placa a dizer que se vende o imóvel, então vende-se?, mas não tem a placa a dizer que se vende!, é o mesmo que andar com o carro na rua todos os dias à espera que alguém o queira comprar, quando este nem tem nada a dizer que se vende!
É assim que querem vender o raio do banco?
Metam mas é uma agência imobiliária a tratar do assunto que logo aparecem os compradores! Há algumas que até enviam catálogos com os imóveis para a nossa caixa do correio, aquilo vem lá tudo discriminado, o numero de divisões, a orientação da exposição solar, se tem ar condicionado. Você comprava um banco sem saber se tem ar condicionado? Eu não! Não é de admirar que ninguém compre.
Neste pais faz muito calor no verão e todos sabemos que nos bancos se trabalha de fato e gravata!
Na incerteza do ar condicionado ninguém arrisca ficar com os sovacos transpirados, compreendo.
Só é de admirar porque é que tivemos que ser nós a ficar com o raio do banco, quando há por aì bancos privados que têm lucros à brava e que podiam ter aproveitado o preço de saldo.
Tinha que nos tocar a nós, e ainda por cima não sabemos vender bancos!
Já o seu povo, esse, se tiver que ficar falido para suportar brilhantes decisões como a da nacionalização de um cadáver, que se dane, podemos sempre fazer mais um furo no cinto.
Parece que o mestre das jogatanas que mandou um banco para o charco, até foi secretário de estado do actual PR, quando este era primeiro ministro, enfim, nem sei porque escrevi esta ultima linha..
Na passada semana, ouvi na rádio que nós (o Estado) estamos com dificuldade de vender o BPN, porque ninguém quer comprar, ou pelo menos ninguém quer comprar nos moldes em que o negócio foi proposto.
Pensei neste assunto, repensei e voltei a pensar, isto porque eu quero vender o banco, não quero uma coisa destas no meu património, e conclui que falta a este governo estratégia, vender um banco assim não é fácil, mas também não é impossivel!
Pesquisei em várias imobiliárias e não encontrei lá o anuncio de venda, ora quando quis vender a minha casa, foi simples, fui a duas imobiliárias que prontamente trataram do assunto, colocaram umas placas na casa que tinha a palavra VENDE-SE sobre um numero de telefone, normalmente um telemóvel, e esta formula aparentemente simples funciona.
Já passei à porta de várias agências deste (nosso) banco e não tem lá a tal placa a dizer que se vende o imóvel, então vende-se?, mas não tem a placa a dizer que se vende!, é o mesmo que andar com o carro na rua todos os dias à espera que alguém o queira comprar, quando este nem tem nada a dizer que se vende!
É assim que querem vender o raio do banco?
Metam mas é uma agência imobiliária a tratar do assunto que logo aparecem os compradores! Há algumas que até enviam catálogos com os imóveis para a nossa caixa do correio, aquilo vem lá tudo discriminado, o numero de divisões, a orientação da exposição solar, se tem ar condicionado. Você comprava um banco sem saber se tem ar condicionado? Eu não! Não é de admirar que ninguém compre.
Neste pais faz muito calor no verão e todos sabemos que nos bancos se trabalha de fato e gravata!
Na incerteza do ar condicionado ninguém arrisca ficar com os sovacos transpirados, compreendo.
Só é de admirar porque é que tivemos que ser nós a ficar com o raio do banco, quando há por aì bancos privados que têm lucros à brava e que podiam ter aproveitado o preço de saldo.
Tinha que nos tocar a nós, e ainda por cima não sabemos vender bancos!
domingo, 24 de outubro de 2010
O Normal Anormal.
Tenho um amigo meu que acha que todas as coisas normais são anormais.
Também acha que as coisas anormais são normais.
Eu concordo com ele, o que para mim é normal!
Também acha que as coisas anormais são normais.
Eu concordo com ele, o que para mim é normal!
Mas para outros poderá ser apenas anormal.
Parece confuso pensar assim mas nada mais simples que esta forma de estar. Digo eu.
Ontem lia umas coisas que ele escreve e me deixam sempre na expectativa, sempre na ânsia de algo novo para ler. Escreveu ele, que é frequente as recém mamãs questionarem o numero de dedos no pezito do seu recém filhote, e surge a pergunta: Tem 5 dedos? Comentava isto após o almoço e logo duas vozes femininas me disseram que era uma questão assaz frequente.
É algo como perguntar, ele é normal?
E a resposta para esta profunda preocupação maternal conta-se nos deditos dos pés.
E a resposta para esta profunda preocupação maternal conta-se nos deditos dos pés.
A propósito, mãe gosto muito de si!
Imaginei este cenário, que se passa numa sala de partos, o bebé recém nascido encontra-se pela primeira vez com um mundo que terá sempre a necessidade de o considerar mais ou menos normal dentro de uma escala de normalidade inventada por um estudioso, intelectual brilhante e excepcional, diria, quase que anormal.
Tal mamã, pergunta ao Sr. doutor, ou doutora, conforme preferirem imaginar. Ele é normal?, e surge a resposta. Não, não é normal, não vai ser normal!
A criança, não é normal.
A criança é anormal.
O Sr. doutor que tem mais três partos para serem feitos vai-se embora, deixando a mamã no maior dos prantos, a soluçar já consegue imaginar a dor que será acompanhar o crescimento de um ser anormal.
Passados os dias de hospitalização, a família sai do hospital e regressa ao mundo que lá fora espera ansiosamente por este novo ser.
Esta criança não quis ser normal, começou a falar antes do tempo, começou a andar mais cedo que os primos e com três anitos e meio já conseguia ler algumas palavras, cantava como nenhuma outra, e no desporto destacava-se de todas as outras.
A mãe todavia, vivia preocupada com as palavras que lhe preenchiam a memória, e deixou de ver as cores do arco-íris para procurar sempre o cinzento das nuvens que mandam cá para baixo a chuvinha que permite os arco-íris!
Preocupada com todas as magoas que aquelas palavras lhe trouxeram, não ouviu, não viu e não sentiu o que estava a acontecer, longe da normalidade o novo ser destacava-se em tudo, mas esta mãe apenas desejava o que todos desejam uma criança normal.
Não sei o fim desta historia, caberá a quem ler imaginar o que afinal é ser normal ou anormal.
Diz a curva de distribuição de Gauss que normal é tudo, mas nós queremos apenas ver o normal no monte emaranhado onde não nos distinguimos uns dos outros. Quando todos somos tão diferentes, apesar da maior parte de nós termos 5 dedos nos pés e nas mãos.
O anormal não existe, gosto de pensar que a diferença está na forma como olhamos para as coisas e não naquilo que realmente é olhado.
Se não pensarem como eu deixem lá, isso é normal.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Profissão - Tecnico de Teste de Colchões.
Desde tenra idade me perguntava, mas afinal quem testa os colchões?Sendo o colchão um objecto onde repousamos nos momentos mais tranquilos da nossa vida não fazia para mim muito sentido que não existisse quem os testasse.
Tinha que haver um dorminhoco profissional escondido nas fabricas de colchões!
Tinha mesmo!
Mas ninguém sabia quem ele era porque ele passava o dia a trabalhar profundamente, a sua profissão seria a mais invejada no ramo da colchoaria!
Cheguei a imaginar o departamento de testes, secreto, com placas de aviso: SILÊNCIO, testes a decorrer!
Pergunta também inevitável, como se recruta um Técnico de Teste de Colchões? Não me recordo de ter alguma vez visto nos anúncios de recrutamento. Tal pedido, seria coisa boa de se ver, algo como:
"Procura-se pessoa com o sono leve, ou pesado, com elevada capacidade de dormir, com ou sem insónias, pode ressonar ou não!
"Remuneração fixa, mais parte variável indexada ao desempenho e experiência e capacidade de trabalho demonstrada (horas de trabalho)."
"Requisito obrigatório: Facilidade em adormecer, para não desperdiçar horas de trabalho!"
" Possibilidade de rápida ascenção na carreira, com a possibilidade desenvolver outras actividades de elevada responsabilidade como o teste de almofadas, fronhas, lençois e edredons"
Portugal bem se podia especializar nesta industria magnifica, que é a produção de colchões, recursos humanos com elevada apetência para a função não devem faltar.
Ontem, conheci finalmente alguém que de facto testa os colchões, e não é que os técnicos de teste de colchões têm de trabalhar de noite! Os colchões são testados à noite, normalmente entre as 22h00m e as 07h30m, não é de admirar que ninguém saiba muito desta função, os trabalhos nocturnos são muito exigentes.
Se fosse das 9h00m às 17h00m ainda alinhava, mas assim não, não invejo quem trabalha de noite! É vida que ninguém quer!
A minha mãe sempre me disse para não querer trabalhar à noite, que repare na pele das pessoas que têm empregos nocturnos, estão sempre com ar cansado e a pele fica com muitas rugas.
Safa!
Vou dormir um pouco que esta conversa deu-me sono!
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
A lingua mais difícil do mundo!
Quis o destino que os Portugueses falassem Português.
Ontem à noite fui a uma loja onde se podem adquirir filmes, computadores, impressoras, equipamento fotográfico, sistema de cinema em casa e livros, o nome da loja começa por "F" acaba em "C" e no meio tem "NA".
Como a minha sobrinha foi incumbida de ler "A Menina do Mar" escrito por Sophia de Mello Breyner Andresen, lá fui comprar o livro à tal loja.
É um livro com uma capa colorida, que conta lá dentro com 36 paginas, algumas com desenhos coloridos, esta beleza de artigo custa 10.00€.
No escaparate imediatamente atrás estão os livros de literatura estrangeira, vi lá um de José Saramago traduzido para Castelhano(espanhol), não sabia que José Saramago é literatura estrangeira... Há muita coisa que nós não sabemos, ainda bem que existem os livros para aprendermos.
Como já tinha o livro que precisava, o tal de 36 paginas a 10.00€ (para os mais interessados pela matemática das coisas cada pagina custa um pouco menos que 0.28€), fui ao tal escaparate dos livros estrangeiros, onde está o tal livro Português que também é estrangeiro, e decidi comprar um livro para mim noutra língua que não a nossa, a nossa é muito difícil e por isso muito cara também, acabei por adquirir o "Adrenaline" de Jeff Abbot, porque no canhoto do livro vinham lá umas quantas criticas muito positivas, e porque o introito me apelou ao gosto, é um belo livro, à semelhança do "A Menina do Mar" também tem capa e contracapa, só não tem bonecos lá dentro (os ingleses americanos têm pouco jeito para o desenho), tem umas 500 paginas e custou-me 10.36€, um pouco mais caro considerando a falta de bonecos lá dentro, depois fiz as contas e cada pagina fica a 0.02€, e conclui, afinal não tem bonecos, mas tem muito mais paginas e custa sensivelmente o mesmo.
Como não tinha resposta para esta situação, porque raio um livro com 36 paginas custa o mesmo que um com um pouco mais de 500? Será um fenómeno de procura oferta, o livro tem tanta procura que não existem tipografias daqui até à China que possam saciar a vontade que toda a gente tem de ler "A Menina do Mar"? Poderá ser...
Como ali não havia balança também não consegui verificar se o critério seria o peso, poderão já estar a vender livros ao peso, mas, tenho quase a certeza que as 500 paginas pesam mais que 36.
Dei voltas ao livro, para ver se tinha a lombada com ouro, agora há quem meta ouro em quase tudo, no azeite, no Champanhe e mais recentemente até no Licor de Ginja, também não tinha ouro nas lombada.
Desisti e fui ao ultimo reduto que me restava para esclarecer esta duvida, a Sra. da caixa.
- Por favor pode explicar-me porque um livro com 36 paginas custa o mesmo que outro com 500?
- Ah, porque é português!
Fiquei logo esclarecido.
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