terça-feira, 6 de setembro de 2011

Está quase.

O Verão este ano está a acontecer tão rápido que abana as nuvens e até trás chuva à mistura.
Se me perguntar onde andei no ultimo mês e tal ,desde a ultima vez que escrevi, respondo por aì a ver o Verão passar.
Este ano tive o cuidado de não ver praticamente televisão nenhuma, se disse que acompanhei um ou dois noticiários completos estarei a mentir, pelo que não consumi quase nada daquilo que me costuma fazer azia e por sua vez me leva a beber litros de leite com gaz para arrotar e curar a afronta. 
Ontem à noite, porque já ando mais por casa, decidi tomar um pouco de veneno televisivo, e verifiquei que a conversa mantém a mesma estrutura: Faliu, matou, roubou, enganou, morreu, empobreceu, disparou, atacou. Por vezes a ordem altera-se...
O que me levou a pensar porque raio é que ainda ouvimos estes tipos?
É que não me ocorre nenhuma explicação lógica! 
Se alguém me perguntar: "Então está tudo bem?" respondo ivariávelmente "Não, isso não existe". Mostra um estudo que quando se responde à pergunta inicial qualquer coisa de discordante do "tudo bem" o nosso interlocutor está nem aì, quer lá saber de desgraças, coisas negativas, doenças, crises e essas coisas.
Então porque raio as desgraças na televisão são tão apetitosas? Porque consumimos desta forma as energias negativas?
Não temos paciência para ouvir os desabafos dos que nos são próximos, mas gostamos de ouvir os desabafos de povos de aldeias que nem sabemos que existem na Libia! 
Vou já parar de escrever que me está a dar um azedo no estômago!

Queremos tanto acompanhar os problemas do mundo, que os nossos são esquecidos na distracção que nos colocam dia a dia, será isto que se pretende!



Olha afinal ainda é verão e o céu está azul!


Até já, até já!!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O meu avô não fazia campismo!

O meu avô nunca fez campismo. 
 
Provavelmente, o meu avô nunca soube o que é cozinhar o jantar num fogão que assenta sobre uma botija de gaz azul, azul a botija, não o gaz. Nunca passou noite numa tenda adulada pelo vento e adormeceu a ouvir o cantar dos passaros e acordou de manhã com o melhor despertador do mundo, os raios do sol.
O meu avô não conhece a palavra bangalow. Nunca andou 2 semanas de chinelos de enfiar no dedo calçados e toalha ao ombro, e provavelmente também nunca saltou para uma piscina em jeito de bomba! Acho que nunca foi à praia de manhã, à piscina à tarde e ficou a conversar com os amigos pela noite fora a olhar as estrelas o luar com uma suave musica de fundo, a música das ondas a quebrar na praia.

O meu avô não sabe o que é apanhar um escaldão, nem o que é um protector com factor de protecção UVA30, mas sabe o que é ter o sol como companhia durante todo o verão, sabe o que é viver no campo, descobrir a serra, sentir o vento, os cheiros das arvores, conhece o cantar dos passaros e sabe o nome das plantas.
Sabe que quando acordamos com o sol o dia fica maior, dá para fazermos quase tudo o que gostamos e sobra mais tempo para estarmos com os amigos.
O meu avô sabe o que é viver no campo, na serra, proximo de cursos de água, das arvores. 
 
O meu avô sabe que as pinheiros são malandros e que libertam as suas pinhas apenas com um ligeiro aviso, com um leve crepitar que passa despercebido, sabe que quando as pinhas nos acertam na cabeça nos deixam com um galo, enquanto libertam os seus pinhões numa tentativa de fazer nascer novos pinheiros.
Sabe o nome dos bichos, e não tem medo deles! Sabe que as formigas conseguem limpar as migalhas esquecidas no chão depois de um jantar mais descuidado.

O meu avô nunca fez campismo, mas sabe e conhece tudo aquilo que o campismo nos pode proporcionar.

O meu avô nunca fez campismo, mas se fizesse, iria gostar.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O salão de jogos.

Da primeira vez que entrei num salão de jogos ainda não tinha 16 anos, que em Portugal é e idade miníma obrigatória para se poder jogar a troco de dinheiro com uma máquina.
Recordo que na altura terei ido com um ou dois colegas de turma, provavelmente num espaço vazio entre duas aulas devido a algum professor que deu um feriado e nos proporcionou este novo momento de descoberta!

Foi descobrir o Convivio, não sei se este santuário ainda existe, o Convivio abria às 9.00 o que era uma chatice porque por vezes chegava à escola cedo e tinha que passar o tempo em algum sitio que não fosse o bar onde cheirava de forma altamente provocadora a tosta mista que não podia comprar porque era a mais cara das "sandes" e nos dava cabo do orçamento, ou na biblioteca onde me podia perder para não voltar a ser encontrados no meio de um livro. Confesso agora que também passei longas horas de prazer na biblioteca a descobrir livros,e  não me arrependo nada!

Voltando aos meus 15 anos e tal, fomos de surra tentar descobrir o que se fazia no salão de jogos, tinham que se descer umas escadas longas, para depois ao fundo virar à esquerda e se deparar com uma imensidão de mesas de snooker, bilhar e algumas máquinas de jogos.
Estavam lá outros jovens que se comportavam como adultos para evitarem que lhes fosse pedido o BI pelo senhor que vigiava o espaço. Tive sorte de entretanto fazer os 16 anos e adquirir a imunidade neste espaço.
Peguei numa moeda de 50escudos e inseri numa ranhura, no ecrã apareceu, "CREDITS 01, PRESS BUTTON 01 TO PLAY".

Carreguei no botão 1 e comecei a jogar, pouco tempo depois perdi todas as vidas que tinha e apareceu no ecrã:
"INSERT COIN TO CONTINUE, YOU HAVE 0 CREDITS". Foi a primeira vez que a palavra credito teve alguma importância para mim, de ai em diante percebi que se tivesse algum dinheiro de sobra podia comprar crédito, e com os créditos podia jogar, era justo, até porque com o tempo passei a ganhar alguma perícia nas maquinas e os créditos duravam mais tempo, penso que nos melhores tempos já me aguentava a dar pancada num boneco durante quase 1 hora por 50.00esc (0.25€).
Mais tarde fui puxado pela curiosidade para as mesas de snooker, aqui a metodologia já era outra, aqui sim jogava-se a crédito, ia ter com o senhor do salão e pedia para abrir a mesa numero tal, tinha de controlar o tempo de jogo por forma a não ultrapassarmos o valor que podia despender.
E foi assim o meu primeiro contacto com o CREDITO, digo com as máquinas de jogos, rapidamente percebi que para comprar crédito era preciso ter dinheiro e não o contrário.
Entretanto fui crescendo e abandonando progressivamente as máquinas de jogos, mas sempre percebi que o crédito tem um lado sedutor, nos provoca uma sensação de domínio sobre algo, uma tentação, um vicio, o que fosse!

Em determinada altura percebemos que se podia dar a volta ao sistema e tentamos fazer umas chapas que se pareciam com moedas de 50esc, mas as máquinas tinham problemas de digestão com este dinheiro pouco verdadeiro e encravavam, e com máquinas encravadas não se podia ir curtir o joguinho, pelo que se abandonou esta tentativa de lograr o sistema.

Mais tarde surgiu o dinheiro electrónico, este sim funcionava muito bem. Consistia em usar um isqueiro electrónico para dar choques e fazer cocegas à maquina e ela dava créditos que nem uma perdida, também esta solução provocava avarias nas máquinas, pelo que passavam a isolar as maquinas para ficarem  imunes às nossas cocegas. E lá se acabaram os jogos de borla, a maquina deixou de dar CREDITO sem lá meter-mos moedas.

Há 3 anos o meu banco mandava-me para casa cheques de milhares de euros a CREDITO para eu usar à vontade, que eu nunca usei. Agora paga milhares em publicidade na TV a dizer para não comprar-mos aquela mala mas sim para POUPAR.

É curioso este jogo do crédito..

GAME OVER - INSERT COIN

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Perdi a caixa dos óculos, mas hoje apareceu de novo!

Uso óculos há uns 10 anos ou 15, já não consigo precisar porque a memória como a visão também vai ficando mais esbatida, mas deixemos isso para lá, mais ano menos ano a verdade é que já vejo mal sem esta coisa sobre o nariz.
Antes de ontem deixei a caixa dos óculos algures e não a voltei a encontrar até hoje de manhã. Foram quase 3 dias de desepero à procura da caixa dos óculos!

O meu amigo leitor consegue imaginar a falta que a caixa dos óculos faz? Eu nunca imaginei que este acessório fosse quase tão importante como os óculos em si.
Em estado de necessidade, à medida que as lentes dos óculos iam ficando cada vez mais sujas, e sempre com  algum receio de deixar os óculos no carro a bater contra algo e a riscarem as lentes, vivi em grande tensão, consciente que não via muito bem para onde ia, e que ainda por cima a minha ferramenta de ver bem, estava a deteriorar-se mais rapidamente que o suposto, sobrevivi até hoje de manhã, altura em que a caixa dos óculos surgiu milagrosamente sobre a mala do computador, compulsivamente abri a caixa tirei o paninho e limpei as lentes, o que me permite escrever estas linhas sem trocar as letras ao mesmo tempo que evita um monte de erros ortográficos.

Acho que até consigo pensar melhor com estas duas hastes que se prolongam dos olhos até por detrás das orelhas onde terminam em ligeira curva aborrachada para serem mais confortáveis!
E foi assim que percebi que muita da tensão que vivemos hoje, existe apenas porque andamos com os óculos sujos! Basta passar o paninho nas lentes, não use guardanapos nem a roupa, que isso só lhe vai estragar as lentes!

Recordo por exemplo, o que senti quando vi e ouvi na televisão que vem lá o FMI, e o aperto que isto vai ser, que agora tudo vai ser pior, que o caos lá vem, que muitos direitos (adquiridos) se vão esfumar no ar como um guardanapo incendiado, fiquei assaz assustado, tenso e com comichão no joelho esquerdo, ontem pensei mesmo que o FMI vai passar a andar connosco no carro e isso vai ser um problema porque o meu carro tem só dois lugares! E vai também morar lá em casa conosco, problemão se moro num T1!

Hoje de manhã, com os óculos sobre o nariz, posso ver tudo de uma forma clara!
O fim dos Nossos problemas (financeiros) chegou ao FIM (como FIM é parecido com FMI!!), vêm lá uns senhores com um camião cheio de notas de 500.00€ e com a sua chegada tudo vai ficar melhor!
Tem que ficar melhor, porque vem lá o FIM, digo o FMI, e com ele um conjunto de soluções financeiras para os problemas da nossa nação, eu quero acreditar que o FMI não é o problema, mas sim uma possivel solução para o problema.
Espero que o meu oculista não se tenha enganado na graduação dos óculos, espero mesmo, o FMI ainda não descarregou o camião e não tenho dinheiro para outra consulta.
Portanto encha-se de felicidade que o FMI é apenas o fim do FIM!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Je Wiji (He Wéijī) ou se preferir 核危机

Apesar do mundo estar a desfazer-se como um glaciar, pelo menos é o que nos dizem com alguma frequência que está a acontecer, dado que nestes últimos tempos as boas noticias começam a escassear, ou ficam na gaveta, que isso de relatar coisas boas não é para os tempos que correm, algumas coisas positivas vão acontecendo por esse mundo fora, STOP!
Estar a falar de algo bom neste momento seria pior que a crise que se avizinhou, se avizinha e se avizinhará, seria mesmo o próprio caos, neste momento sobre a nossa cabeça paira a pior das nuvens, carregada de chuva e trovoada, com vento e baixas temperaturas à mistura, amanhã inverte-se a temperatura e virá um calor tórrido. É complicado viver numa situação destas, por isso mesmo não vamos sequer tentar falar de coisas positivas, isso não é bom, pode dar em algo mau. 
Já dizia um médico famoso, a saúde é um estado transitório que não augura nada de bom...
Como a alegria também parece ser mais passageira que a tristeza, vamos esquecer a primeira.
Ok?

Hoje de manhã, dado que temos agora o privilégio de podermos estar em qualquer sitio de forma virtual em escassos segundos, decidi que não queria mais estar em Portugal, e fui até à China, lá está TUDO bem, a economia floresce, a altura média da população aumenta, a esperança de vida aumenta, o estado adapta-se (lentamente) à novas tendências sociais. 
Liguei a minha máquina de viajar e decidi que hoje ia ler um jornal chinês, o Google Chrome tem essas comodidades já que traduz quase tudo para todos os idiomas de forma simples e fui à procura dos temas que nos acinzentam os dias, Procurei por crise financeira e não encontrei, falava lá na crise do Japão mas essa é do Japão não da  China, petróleo não encontrei, Libia não encontrei, desemprego não encontrei, mas afinal o que anda aquele pais inteiro a fazer? Parece que por lá está tudo bem, excepto uns milhões de chineses que andam atrás de sal iodado porque alguém erradamente lhes disse que este sal podia prevenir os danos provocados pela libertação de particulas radioactivas no Japão.

É curioso ver que num pais onde aparentemente não há coisas más para se escrever, o mal vem do vizinho do lado que se debate com uma catástrofe provocada por um crescimento brutal provocado por uma industria limpa e segura.
Aqui em Portugal está-se mal (dizem) mas ainda podemos optar por comer comida sem sal!

Recordo-me de andar com o meu pai no camião  pelo alto-alentejo quando era miudo e ver umas placas colocadas junto à estrada sobre uma tal ZLAN, Zona Livre de Armas Nucleares, e aquilo fazia-me umas cocegas incriveis, porque raio Nisa teria uma Zona Livre de Armas Nucleares?
Hoje fico feliz de Portugal em certas coisas estar tão atrasado.
Acho que à entrada de Arez ainda lá está uma placa dessas já muito debotada do sol...

Crise Nuclear : 核危机

sábado, 12 de março de 2011

O Cão.

O meu avô tinha um cão.

Digamos que era um cão sem raça definida, rafeiro, desses que fazem muito barulho, mas que à medida que vão envelhecendo se tornam mais matreiros e silenciosos, contudo com o mesmo numero de dentes e com uma valente força na mandibula. Passam a ladrar menos e, quem sabe, por serem velhos se tornam mais impacientes e tolerantes e mordem mais!
Muitos dias, não digo todos, porque não acredito no sempre e no nunca, o cão estava sentado à porta da casa do meu avô a guardar o seu território deitado sobre um estrado de madeira. E rosnava baixinho, aquele rosnar de descontentamento que facilmente conseguimos imaginar. GrrrrrrrrrrrRRRrrrrrrRRRrrrrrr... Passava horas nisto, dias, semanas, uma vida.
O meu avô que nunca foi muito bom carpinteiro, terá deixado um prego menos bem pregado, que com o tempo se tornou saliente, apesar de não estar aguçado o prego fazia alguma pressão na pele do animal e provocava uma dor, daquelas tipo moinha,  persistente, que não mata nem fere, mas vai moendo.
E o cão lá ficava dias, semanas deitado sobre o seu estrado que outrora tinha sido o estrado mais confortável da aldeia, mas que agora por um infortunio lhe provocava uma dor maçadora e persistente na omoplata esquerda, sempre na omoplata esquerda, logo a seguir às costelas.
Porque esta dor era aborrecida o cão passada dias e semanas deitado sobre o seu estrado, a rosnar baixinho GrrrrrrrRRRrrrrrrrRRrrrRr, por vezes quando o prego ficava numa zona mais afastada do calo que já tinha na pele, até soltava  uns latidos, Caimm CAAIMM Caimm!

O meu avô que se tinha como bom carpinteiro e desconhecia a falha na sua obra de engenharia pensava que eram as pulgas ou as moscas que aborreciam o seu fiel amigo, por isso nunca conseguiu solucionar o problema do canito.
Pergunto-me frequentemente, porque é que o cão se deixou ficar naquela situação desconfortável tanto tempo?, porque é que não se foi deitar noutro sitio?, porque é que não reparou que o prego lhe arrancou parte do pelo e fez dele um cão mais feio?, porque é que deixou acontecer aquele calo feio na pele.

O cão já abandonou o mundo dos cães vivos, e agora deve estar deitado numa nuvem bem fofa e confortavel a contemplar o que se vai passando nestes dias no nosso quintal, vê muita gente que devido a erros de engenharia agora se queixa todos os dias, sucessivamente, do bem estar que se vai perdendo, dia após dia. Vê o queixume que aumenta.


Hoje de tarde vai haver uma manifestação, eu não vou lá estar. Não porque seja contra, gosto de manifestações e revoluções, mas não daquelas que enfiam cravos nas armas, essas mudam algumas coisas mas o funcionamento de fundo mantém-se. 
Iria à manifestação se alguém me conseguisse garantir que dos milhares de desempregados, descontentes, trabalhadores precários, ou simplesmente manifestantes que lá vão estar, todos vão votar quando são chamados para tal. 

O nosso voto sim pode mostrar uma atitude e na minha opinião, quando de  9.454.651 de votantes apenas aparecem às urnas 4.492.453 isso explica muita coisa que nos tem vindo a acontecer. (53.56% esqueceram-se de votar - Fonte: Mapa Oficial no Diário da República n.º 32 de 15-02-2011.)
Não somos obrigados a escolher os candidatos que nos apresentam, podemos escolher não os escolher, e isso sim é morder a sério.
Já diz o ditado "Cão que ladra não morde"
Logo a tarde vou enfiar-me num centro comercial para tentar descobrir o que lá existe e nos impede de fazer coisas importantes como votar ou participar numa manifestação.
Espero que não chova, manifestações com chuva costumam ter menos gente.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%B5es_presidenciais_portuguesas_de_2011#Resultados

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O Homem bala!

Ontem à noite fui andar de bicicleta, devo ter saido de casa pelas 18.00, ainda era quase de dia. Os dias agora já estão a ficar mais compridos, o que na minha opinião é bom.
Parei lá em baixo na loja do amigo Figueiredo a aumentar a pressão dos pneus, porque a ideia era a de andar só em asfalto, alcatrão, pronto.

Sigo a viagem em direcção ao Seixal, e passo ali na rotunda do supermercado que tem aquela música que fica entranhada na nossa memória como o vinho fica na nossa melhor camisa, ou a relva nas nossas calças mais novas. Imagine lá isto: nananna nanana venha cá! Está a ouvir já a música a repetir-se vezes sem conta, enfim desculpe lá, mas já o consegui distrair dessa coisa que o andava a chatear desde manhã.

Passo então na rotunda e vejo lá o circo com as suas roulotes, camiões e tenda colorida, não reparei se tinha animais, deve ter, daqui a pouco quando voltar a passar esclareço esta minha duvida, mas, tinha lá bem visível que a principal atracção do circo é nada mais, nada menos que o homem bala!

E por baixo do titulo HOMEM BALA, refere que ele sai disparado a 200kmh, que velocidade!
Enquanto vou pedalando pena Nacional 10, começo a pensar nisto com maior profundidade, a tenda do circo deve ter uns 20m de diametro, o Homem Bala sai disparado a 200kmh, ora isso são 66m por segundo, o que quer dizer que em 0.33 segundos o homem bala já está a furar a lona da tenda e pouco depois, ao fim do primeiro segundo já está a aterrar no estacionamento do tal supermercado que a música diz para lá irmos de janeiro a janeiro.
Não sei qual é o preço do bilhete, mas das duas uma.
Se mantiverem a velocidade do disparo o tempo que dura o espétaculo (que horror que esta palavra fica escrita ao abrigo do novo acordo) não justifica o valor pago;
Por outro lado se reduzirem a velocidade do disparo deixa de ser um espetáculo.
Não vou ver o homem bala enquanto não me convencer que estas contas estão erradas.