Há uma ou duas semanas atrás esteve cá em Portugal um realizador e actor conhecido, achei o gesto dele de estar disponível e dar algumas entrevistas para nós de alguma nobreza, em retribuição deve ter recebido mais algumas entradas no cinema para ver o "filme dele". É justo!
Na semana anterior, fui até ao Norte do nosso país, calhou pegar numa revista e dei com um artigo impresso com a melhor imagem e papel, onde se fazia uma brilhante cobertura da abertura do Museu do Bacalhau em Ílhavo, uma excelente e bonita homenagem ao "peixe nacional" ou se preferir ao "peixe mais português", ou se preferir a um dos "ícones da mesa e gastronomia portuguesa". É bom termos estes símbolos que nos dizem quem somos!
Nesse mesmo dia comentava com uma pessoa, que li o tal artigo, e também lhe comentei a entrevista que o Jeremy Irons deu.
Foi-me dito que os bacalhaus que habitam nesse edifício vieram de um pais nórdico, porque em Portugal não há Peixes Bacalhau vivos e com cabeça, só existe da outra espécie, aquela achatada sem olhos e sem cabeça.
Nessa viagem do país nórdico até ao nosso querido Portugal, em pleno inverno, os bacalhaus fizeram uma escala num aeroporto do centro da Europa onde estava muito frio. Ao que parece os Bacalhaus, vivos com olhos e cabeça ficaram esquecidos no exterior, acabando Portugal por receber bacalhau ultracongelado...
Mais tarde foram tomadas precauções adicionais e redobrada a atenção, e Portugal dever ter recebido dos primeiros Bacalhaus vivos com olhos e cabeça. Que ainda hoje moram no tal Museu do peixe mais português em Ílhavo.
Na entrevista, que eu muitos outros Portugueses devem ter visto na TV, o Jeremy Irons perguntou ao José Pedro, sobre o Bacalhau, terá sido algo assim:
JI - Olha lá o bacalhau é o vosso peixe nacional?
JP - É!!!!!
JI - Mas o bacalhau é importado dos países nórdicos?
JP - É!!!!!!
JI - E é o vosso peixe nacional?
JP - É!!!!
JI - Vocês cá não têm peixe?
JP - Temos peixe e marisco, muito, e dos melhores do mundo!!
JI - E o bacalhau é o vosso peixe nacional?
JP - É!!!!!!
Só me apeteceu dizer:
Heroes del mar, personas nobles
Mighty and immortal nation!
Se lèvent encore aujourd'hui
The prýði Portúgal upp aftur í dag
Unter den Nebeln der Erinnerung,
Ó Pátria sente-se a voz
Dei vostri grandi antenati,
Αυτό θα σας οδηγήσει στη νίκη!
domingo, 21 de abril de 2013
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Licínio Ambrosio, o maior cabulista de todos os tempos! Ou o melhor se preferirem...
Licínio Ambrósio Forte, Ambrósio do lado da mãe e Forte do lado do Pai.
Menino bem comportado, inteligente, competitivo e com uma enorme convição que pode a ser o melhor aluno de todas as escolas que irá frequentar ao longo da sua carreira de estudante.
Na escola primária, Licínio aborrecia-se com os professores porque já tinha lido todos os manuais no início do ano, a matéria dada sabia-lhe sempre a comida requentada de um dia para outro. Um enfado achava ele ter que andar ao ritmo dos seus colegas, lá foi tendo paciência, mas marcando sempre a diferença.
Terminada a escola primária, deram-se algumas alterações à forma como Lícinio era avaliado, os testes surgiram e neles a oportunidade de brilhar ainda mais.
Licínio não ia para o recreio brincar como as outras crianças, preferia ficar a fazer pequenos buraquinhos no tampo da mesa, para isso usava o alfinete do pin do seu clube que envergava sempre com orgulho, os colegas, nas suas costas chamavam-lhe azeiteiro, por causa de o mostrar pendurado na lapela.
Nunca ninguém reparou nos pequenos buraquinhos que Licínio fazia todos os dias no tampo da mesa, também nunca ninguém imaginou que Licínio aprendeu Braile sozinho na biblioteca enquanto os amigos jogavam futebol lá fora.
As notas eram sempre as melhores da turma, da escola, e talvez do país.
Licínio era admirado e invejado por todos. Quando confrontado por alguém, baixava os olhos e fixava-os com toda a força e convição no pin que trazia à lapela. "Azeiteiro", murmuravam entre dentes os colegas com alguma raiva, inveja e desconcertação à mistura.
Mais tarde Licínio interessa-se pelo lado esotérico da vida, e pratica telepatia com a sua mãe, que por sua vez, se passa a interessar bastante pela leitura dos manuais do filho.
Nunca ninguém imaginou que Licínio fosse um mestre de telepatia aos 14 anos de idade, nem que a sua mãe era das senhoras do bairro que melhor conhece as matérias do ensino secundário.
Com o melhor aproveitamento escolar de todos os tempos, Licínio Ambrósio Forte, recebeu cartas de muitas universidades para que se candidatasse ao ingresso nas mesmas.
Não recordo qual a área que seguiu, mas recordo que todo o percurso universitário de Licínio foi marcado por "20´s", e pela continuação dos murmúrios da palavra "azeiteiro" enquanto mantinha o olhar altivamente fixo na lapela o pin que começava a apresentar uma cor azul debotada.
Enquanto frequentava a faculdade Licínio desenvolveu uma grande paixão pela microelectrónica, nunca ninguém imaginou que ele trazia econdido no canal auditivo um micro leitor de Mp3 que com um simples toque na orelha lhe permitia "folhear" a matéria gravada pelo diminuto microfone escondido atrás do seu pin azul debotado.
No final da sua vida académica, Licínio Ambrósio Forte, tinha conseguido alcançar fama, prestígio e sucesso, continuava a ser admirado, e era considerado por muitos um heroi.
Soube recentemente que a sua mãe no cabeleireiro se descaiu numa conversa com as amigas e que caiu sobre Licínio uma enorme desconfiança e acusações.
Licínio nunca foi descoberto, nunca se sabendo de forma clara quais os esquemas que utilizou para alcançar todos as vitórias e sucessos académicos, todavia foram-lhe retirados todos os louvores, prémios, bolsas e inclusivamente a licenciatura.
Dedicou agora à política, onde ao que parece continua a ser o melhor da classe.
Perdeu o seu pin azul, mas os colegas contiunuam a murmurar "azeiteiro" à sua passagem.
Menino bem comportado, inteligente, competitivo e com uma enorme convição que pode a ser o melhor aluno de todas as escolas que irá frequentar ao longo da sua carreira de estudante.
Na escola primária, Licínio aborrecia-se com os professores porque já tinha lido todos os manuais no início do ano, a matéria dada sabia-lhe sempre a comida requentada de um dia para outro. Um enfado achava ele ter que andar ao ritmo dos seus colegas, lá foi tendo paciência, mas marcando sempre a diferença.
Terminada a escola primária, deram-se algumas alterações à forma como Lícinio era avaliado, os testes surgiram e neles a oportunidade de brilhar ainda mais.
Licínio não ia para o recreio brincar como as outras crianças, preferia ficar a fazer pequenos buraquinhos no tampo da mesa, para isso usava o alfinete do pin do seu clube que envergava sempre com orgulho, os colegas, nas suas costas chamavam-lhe azeiteiro, por causa de o mostrar pendurado na lapela.
Nunca ninguém reparou nos pequenos buraquinhos que Licínio fazia todos os dias no tampo da mesa, também nunca ninguém imaginou que Licínio aprendeu Braile sozinho na biblioteca enquanto os amigos jogavam futebol lá fora.
As notas eram sempre as melhores da turma, da escola, e talvez do país.
Licínio era admirado e invejado por todos. Quando confrontado por alguém, baixava os olhos e fixava-os com toda a força e convição no pin que trazia à lapela. "Azeiteiro", murmuravam entre dentes os colegas com alguma raiva, inveja e desconcertação à mistura.
Mais tarde Licínio interessa-se pelo lado esotérico da vida, e pratica telepatia com a sua mãe, que por sua vez, se passa a interessar bastante pela leitura dos manuais do filho.
Nunca ninguém imaginou que Licínio fosse um mestre de telepatia aos 14 anos de idade, nem que a sua mãe era das senhoras do bairro que melhor conhece as matérias do ensino secundário.
Com o melhor aproveitamento escolar de todos os tempos, Licínio Ambrósio Forte, recebeu cartas de muitas universidades para que se candidatasse ao ingresso nas mesmas.
Não recordo qual a área que seguiu, mas recordo que todo o percurso universitário de Licínio foi marcado por "20´s", e pela continuação dos murmúrios da palavra "azeiteiro" enquanto mantinha o olhar altivamente fixo na lapela o pin que começava a apresentar uma cor azul debotada.
Enquanto frequentava a faculdade Licínio desenvolveu uma grande paixão pela microelectrónica, nunca ninguém imaginou que ele trazia econdido no canal auditivo um micro leitor de Mp3 que com um simples toque na orelha lhe permitia "folhear" a matéria gravada pelo diminuto microfone escondido atrás do seu pin azul debotado.
No final da sua vida académica, Licínio Ambrósio Forte, tinha conseguido alcançar fama, prestígio e sucesso, continuava a ser admirado, e era considerado por muitos um heroi.
Soube recentemente que a sua mãe no cabeleireiro se descaiu numa conversa com as amigas e que caiu sobre Licínio uma enorme desconfiança e acusações. Licínio nunca foi descoberto, nunca se sabendo de forma clara quais os esquemas que utilizou para alcançar todos as vitórias e sucessos académicos, todavia foram-lhe retirados todos os louvores, prémios, bolsas e inclusivamente a licenciatura.
Dedicou agora à política, onde ao que parece continua a ser o melhor da classe.
Perdeu o seu pin azul, mas os colegas contiunuam a murmurar "azeiteiro" à sua passagem.
sábado, 6 de outubro de 2012
A Batalha das Cerejas.
Os silvos das balas fazia-me arrepiar, lá do outro lado pessoas que nunca vi, que não sei quem são, que nunca me viram, que não sabem quem sou, disparam sobre mim.
Pior que isso, nem sabemos o porquê de estar ali.
As balas continuam a passar, deitado no chão, encolho-me o que posso, esquivo-me, como se fosse possível alguém esquivar-se de um objecto pontigudo a mover-se à velocidade do som!
Fico quieto, não quero nem imaginar o que será de mim se sou atingido, sou tão jovem para me tornar num nome escrito numa parede de nomes, não quero!
Sei que não vou sentir o calor do cobre perfurar o meu corpo, que não vou sentir a dor no meu ventre perfurado, que não vou sentir o sangue brotar de mim. A dor, a dor deve ser agoniante.
Não quero sentir isso.
Viro-me lentamente, deito-me de barriga para baixo, volto costas a este cenário de guerra que não diz nada a nenhum de nós!
Fico quieto, muito quieto.
De repente o mundo disse-me que a minha vez chegou, senti a pele quente, a palmada nos rins, o som abafado, contorci-me adoptei uma posição fetal, sabia que agora era uma questão de tempo até tudo terminar, esta guerra não permite sobreviventes.
Pouco depois veio a dor. Uma dor lenta e crescente que me fez contorcer, encolher, virar.
Lutei contra a dor, disse que iria passar, repeti para mim essa mentira vezes sem conta.
O meu momento chegou, desisti, conclui que a dor iria vencer, e que esta noite interminável seria um pesadelo sem fim.
Basta!
Liguei a luz da mesa de cabeceira, interrompi este quase sonho, este pesadelo real, esta dor de barriga tinha que passar, ela foi mais forte que eu, mas na gaveta do móvel da sala tenho a minha almofada de caroços de cereja RICOXETE, tirei da caixa, apreciei de forma fugaz o desenho sóbrio da caixa, não foi preciso ler a bula, porque esta já eu conheço muito bem.
1 minuto no microondas até fazer "Pling"
Agarrei a almofada com a certeza que não me ia queimar, senti o calor húmido, o cheiro "sui genneris" dos caroços aquecidos, o tacto do pano crú.
Fui para a cama coloquei a almofada sobre a barriga, adormeci, sem sonhos, sem balas, sem guerra, sem pesadelos.
Só me voltei a lembrar da almofada de manhã quando ouvi o seu som a cair sobre o soalho!
Apanhei-a, contemplei-a com um olhar agradecido, pareceu-me um pouco suja, foi à maquina de lavar junto com roupa lá de casa, depois foi a secar na corda com a roupa e já está pronta para outras batalhas!!
Pior que isso, nem sabemos o porquê de estar ali.
As balas continuam a passar, deitado no chão, encolho-me o que posso, esquivo-me, como se fosse possível alguém esquivar-se de um objecto pontigudo a mover-se à velocidade do som!
Fico quieto, não quero nem imaginar o que será de mim se sou atingido, sou tão jovem para me tornar num nome escrito numa parede de nomes, não quero!
Sei que não vou sentir o calor do cobre perfurar o meu corpo, que não vou sentir a dor no meu ventre perfurado, que não vou sentir o sangue brotar de mim. A dor, a dor deve ser agoniante.
Não quero sentir isso.
Viro-me lentamente, deito-me de barriga para baixo, volto costas a este cenário de guerra que não diz nada a nenhum de nós!
Fico quieto, muito quieto.
De repente o mundo disse-me que a minha vez chegou, senti a pele quente, a palmada nos rins, o som abafado, contorci-me adoptei uma posição fetal, sabia que agora era uma questão de tempo até tudo terminar, esta guerra não permite sobreviventes.
Pouco depois veio a dor. Uma dor lenta e crescente que me fez contorcer, encolher, virar.
Lutei contra a dor, disse que iria passar, repeti para mim essa mentira vezes sem conta.
O meu momento chegou, desisti, conclui que a dor iria vencer, e que esta noite interminável seria um pesadelo sem fim.
Basta!
Liguei a luz da mesa de cabeceira, interrompi este quase sonho, este pesadelo real, esta dor de barriga tinha que passar, ela foi mais forte que eu, mas na gaveta do móvel da sala tenho a minha almofada de caroços de cereja RICOXETE, tirei da caixa, apreciei de forma fugaz o desenho sóbrio da caixa, não foi preciso ler a bula, porque esta já eu conheço muito bem.
1 minuto no microondas até fazer "Pling"
Agarrei a almofada com a certeza que não me ia queimar, senti o calor húmido, o cheiro "sui genneris" dos caroços aquecidos, o tacto do pano crú.Fui para a cama coloquei a almofada sobre a barriga, adormeci, sem sonhos, sem balas, sem guerra, sem pesadelos.
Só me voltei a lembrar da almofada de manhã quando ouvi o seu som a cair sobre o soalho!
Apanhei-a, contemplei-a com um olhar agradecido, pareceu-me um pouco suja, foi à maquina de lavar junto com roupa lá de casa, depois foi a secar na corda com a roupa e já está pronta para outras batalhas!!
sexta-feira, 6 de julho de 2012
O milagre do leite!
Aconteceu-me ontem!
Aconteceu mesmo e mudou a minha vida nuns espantosos 17%!
Fiquei tão radiante ao contemplar este acto divino, que não resisti a publicar de imediato no meu estado do Facecoiso.
Reza assim:
"Assisti agora mesmo a um milagre!!!
Fui lanchar à cafetaria do "Coiso Doce", pedi uma tigelada e um copo de leite.
A Sra. vai processando o pedido, pega num tabuleiro, coloca lá um copo, um pires, coloca a tigelada no pires, abre um pacote de leite com IVA a 6% e assim que o leite toca no copo fica com o IVA a 23%.
Isto é milagre!"
Fui lanchar à cafetaria do "Coiso Doce", pedi uma tigelada e um copo de leite.
A Sra. vai processando o pedido, pega num tabuleiro, coloca lá um copo, um pires, coloca a tigelada no pires, abre um pacote de leite com IVA a 6% e assim que o leite toca no copo fica com o IVA a 23%.
Isto é milagre!"
sábado, 9 de junho de 2012
Os mosquitos Ingleses.
Os
Portugueses, ah povo valente e arrojado!
Se
há coisa que nunca nos afligiu foi ter que emigrar!
Primeiro
emigramos de Espanha para o Condado Portucalense, depois quando o
Condado já era pequeno para os nossos sonhos, emigrámos para
Portugal.
Mais
tarde, sob a suspeita que a Índia fica na direcção do arquipélago
das Berlengas, fize-mo-nos ao mar e invadimos as Américas, aquilo
devem ter sido tempos interessantes.
Ora
imagine-se, a nossa nobre comitiva de invasores, digo descobridores,
depois de passar semanas no mar a dar atenção constante ao GPS,
para não se perderem nas ínumeras rotundas que vão daqui até à Índia, digo América, terá avistado aquela que hoje é a América, na
altura a Índia.
Felizmente
não se enganaram e subiram o Tejo e teriam descoberto Malpica do
Tejo!!
Valeu-lhes
o GPS! esquecia-me!!
Retomando
o fio da história, terão chegado à Índia, digo América, e tal qual
um Helfimed que pede uma Coca Cola em terras do Tio Sam e ao lhe
perguntarem BIG or small?, responde
- É uma Coca Cola, não é Sumol!!
Terão
passado uns instantes a tentar perceber se o GPS, eles ou os nativos
estariam enganados sobre onde tinham acabado de chegar, tal terá
sido a confusão que ainda hoje se chama de índios aos nativos
americanos.
O
resto da história é mais que conhecida, e tem o seu ponto alto num
jogo de sueca em que os reis de Portugal e Espanha para se
desenrascarem de um empate decidem dividir um melão ao meio, mas
como estavam no Inverno e não havia melão, dividem uma tortilha de
espinafres, ficou o nome do célebre Tratado de Tortilhas!!
Há
lá povo mais emigrante que os Portugueses?
Sempre
que é necessário, sabemos que lá fora há soluções para os
nossos problemas, soluções essas que se forem colocadas em pratica
por Portugueses fora de Portugal resultam invariavelmente, já o
mesmo não acontece se forem colocadas em prática por Portugueses em
Portugal. Concluo que o elevado numero de horas de exposição solar
do nosso cantinho faz as soluções murchar, até as melhores. Já a
chuva do centro da Europa transforma até a pior erva daninha em árvore
de fruto.
Todavia,
reconheço que os mosquitos ingleses a par dos Chineses que não
podendo já descobrir nada neste mundo, porque está todo descoberto,
invadem todos os cantos do planeta, e rivalizam com os portugueses no campeonato da emigração!
Os
chineses por um lado optaram pela presença discreta sem se fazerem
notar, os mosquitos Ingleses, esses insistem em voar contra-mão direcção ao para-brisas do nosso carro!
Que
chatice quando se acaba água do limpa para brisas!!!
Raios
partam os mosquitos ingleses!!
quarta-feira, 16 de maio de 2012
A Sorte!
Admiro,
muito, as pessoas que conseguem dizer tudo o que pensam, admiro mesmo
essa capacidade de expressão, se alguém tem o poder da palavra são
esses. Percebo que isso pode fazer com que num momento os amemos de
forma devota ao ponto de conseguirmos colocar uma cruz num
quadradinho impresso num papel, e no momento a seguir os odiemos! E
mais que isso nos odiemos por termos colocado essa cruz naquele
sítio!
Admiro,
muito, as pessoas que conseguem dizer aquilo que nós queremos ouvir,
se alguém tem o poder da palavra também são estes. Graças a
isto num determinado momento acreditamos neles e no momento a seguir
ficamos cheios de duvidas, ter duvidas é normal, digo eu.
Todos
temos duvidas, mas também gostamos de ter umas certezas, de
preferência certezas positivas!!
Uma
prima minha tem um primo, sobrinho da mãe dela que diz umas coisas,
e que pensa noutras, mas tenta pelo menos que o que diz vá de
encontro ao que sente e ao que faz.
Esse
tal primo que também é sobrinho da mãe da tal prima, meteu-se a
pensar, e não é que à luz de uma nova e recente corrente de
pensamento concluiu muitas coisas boas.
Coisas mesmo boas, as
chamadas novas oportunidades!!
Por
exemplo:
Quando
alguém, parte uma perna, é uma boa oportunidade para descansar e
para parar de correr!
Quando
alguém vai ao médico e este lhe diz: Está LIXADO, sim LIXADO com
letra grande, você tem um pulmão todo tramado. Isso é um bom
motivo para mudar e por exemplo parar de fumar.
Quando
alguém se despista e parte o carro todo, isso é uma boa
oportunidade para começar a andar mais a pé e assim ser menos
sedentário.
De
facto este exercício mental é simples, e só assim consigo perceber
a afirmação de alguém pretendendo afirmar o quão estimulante
pode ser para os trabalhadores da maior empresa do pais, ter a
profissão de desempregado.
Que
sorte é não ter trabalho, ou emprego, é a mesma coisa não é?
Ah
não é?
Trabalho
e emprego são coisas diferentes?
É
confuso então, porque quando alguém fica sem trabalho, não fica
destrabalhado, mas sim desempregado!
Pronto,
a verdade é que sem emprego e trabalho temos todo o tempo do mundo
para mudar de vida, o que é muito positivo!
Que
sorte!!
E
a ver pelas palavras e atitudes que estes amigos nos vão dando a
provar, será de esperar que nos próximos tempos deixemos de nos
preocupar com os nossos inimigos...
Que sorte!!
quarta-feira, 25 de abril de 2012
O engraxador
Tive
um colega de escola que gostava muito de adular os professores, na
altura ainda não conhecia esta palavra e gostava mais de lhe chamar
de engraxador.
Podia
também ser apelidado de polidor, limpador de vidros, lambe botas ou
menino de coro, tanta coisa má consegue passar pela mente pura (e
perversa) de um jovem de 10 ou 11 anos
A
verdade é que o engraxador de alguma forma sempre conseguia tirar
melhores notas que eu e que o resto da turma, talvez estivessemos
errados, talvez estivesse errado, talvez ele fosse realmente
trabalhador e dedicado e por isso os seus resultados nos deixavam
ficar para trás em performance académica, não sei do que é feito
desse meu colega mas agora que penso nele e nas memórias que tenho
dele fico com a certeza que não deve ter acabado em engraxador de
sapatos, daqueles cuja profissão está em vias de extinção como
alguns animais raros da savana.
Quem
sabe se a real monarquia anda a caçar engraxadores de sapatos às
escondidas do povo como quem caça elefantes em África em pelo
século XXI. Quem sabe.
Estas
divagações levam-me para outras paragens.
Certo
dia um senhor rico, muito rico, mesmo muito rico, riquíssimo, diria
mesmo, o oposto de muito pobre! Foi engraxar os sapatos ao moço do
largo, cumprimentou, sentou-se no banco e ficou atento ao jornal,
alheio ao que decorria a seus pés, entreteve-se a ler as gordas do
jornal enquanto o jovem ia esfregando, puxando o lustro, arregaçando
as calças, protegendo as meias, dando olhares muito técnicos aos
sapatos enquanto definia a melhor graxa e pano para um melhor
resultado.
Sempre
com cuidado, sempre com perícia, os sapatos que aparentemente não
precisavam de qualquer tratamento urgente ganhavam uma nova alma.
Reconheço
agora, não podemos todos ser engraxadores, é uma arte reservada a
poucos que de forma misteriosa nos olham de baixo para cima!
Serviço
terminado.
O
Sr. Expõe a sua divida e solicita a sua conta.
-
Quanto lhe devo meu caro?
-
São 2,50€, por favor
-
Aqui tem, tenha uma boa tarde.
-
Sr. Não me vai dar uma gorjeta?
-
Como assim, pediu-me 2.50€ e foi o que lhe paguei, não está bem
assim?
-
Sim mas o seu filho quando vem ter comigo para lhe engraxar os
sapatos, dá-me sempre mais 2.50€ de gorjeta!
-
Pois, mas o meu filho tem um pai rico! Eu não tenho um pai rico! Eu
tive um pai pobre.
E
pronto!
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